No setor de transportes, a eficiência operacional e a segurança dos passageiros dependem de componentes que muitas vezes trabalham longe dos olhos do público. O atuador pneumático é um desses elementos vitais, responsável por converter a energia do ar comprimido em movimento mecânico linear de avanço e recuo. No contexto dos autocarros (ônibus) urbanos e rodoviários, a sua aplicação é crítica e específica: o sistema de abertura e fechamento de portas.

1. Ciência dos materiais e durabilidade
Para suportar as condições severas do transporte público — que incluem vibração constante e ciclos repetitivos intensos — os atuadores RGR utilizam materiais adequados às condições de pressão, ciclo de trabalho e ambiente de operação, com desenvolvimento orientado pelas diretrizes da norma ISO 4414 para sistemas pneumáticos.
• Componentes estruturais: Os cabeçotes são fabricados em Zamac 5, uma liga de zinco que oferece estabilidade dimensional e resistência mecânica superior. Já o êmbolo utiliza Poliacetal (POM), um plástico de engenharia com baixo coeficiente de atrito e resistência à fadiga.

Cabeçote fabricado em Zamac 5.
• Proteção superficial: O alumínio utilizado passa por um processo de anodização, criando uma camada de óxido dura e selada que protege a peça contra o desgaste e agentes externos.
• Vedações estanques: A utilização de borracha nitrílica (50 a 70 Shore) em anéis O’ring e raspadores garante a estanqueidade necessária para sistemas pneumáticos dinâmicos.
2. Inovação em segurança
A falha de um atuador impacta diretamente a segurança operacional, podendo causar a abertura inesperada das portas durante o trajeto. Para mitigar este risco, a introdução de atuadores com sensores magnéticos representa um avanço significativo.
Este sistema opera sob a lógica da Segurança Funcional (ISO 26262), realizando uma análise de risco contínua. O sensor (tipo NPN, com proteção IP67) envia um sinal ao módulo do veículo; se a porta for detectada como aberta, o sistema impede que o motorista acelere, prevenindo quedas e acidentes. O dispositivo conta ainda com um LED indicador que apaga quando o sensor é acionado pelo campo magnético do êmbolo (range de 5mm).

3. Validação de qualidade e performance
A robustez destes componentes não é apenas teórica. Testes realizados em laboratórios externos submeteram as unidades a ensaios de frequência cíclica rigorosos:
• Resistência a ciclos: As amostras operaram normalmente após 750.000 ciclos, sem apresentar vazamentos ou danos.
• Condições de teste: Os ensaios foram executados sob pressão de 7 Bar e curvas de temperatura entre 25°C e 50°C.
• Garantia de confiança: O portfólio oferece uma garantia de 1 ano ou 500.000 ciclos, assegurando durabilidade e redução de paragens não planejadas para manutenção.
4. Guia de manutenção e instalação precisa
A longevidade do atuador está intrinsecamente ligada à sua correta instalação. Para mecânicos de garagens e encarroçadoras, a medição precisa do curso é fundamental, pois um curso incorreto forçará tanto a estrutura da porta quanto o próprio dispositivo.
Como medir corretamente o curso:
Para atuadores sem olhais é indicado que a medição seja feita tendo por referência a face da tampa dianteira do cilindro e o fim do eixo.
É necessário medir o eixo inteiramente recuado e inteiramente avançado.
1. O curso é o deslocamento do eixo, e não o comprimento total do cilindro.
2. Deve-se medir o eixo totalmente avançado (A) e totalmente recuado (B), utilizando a face da tampa dianteira como referência.
3. A fórmula é simples: A – B = Curso.
Para atuadores com olhais recomenda-se que a medição seja feita tendo por referência o centro do furo de um olhal até o centro do furo do outro olhal.
4. O atuador deve ser medido de um olhal ao outro totalmente avançado (A) e em seguida totalmente recuado (B).
5. O valor do curso é o resultado de A-B.
Além da instalação, a performance depende da qualidade do ar. O sistema deve estar limpo, lubrificado e isento de umidade. A válvula APU do veículo desempenha aqui um papel crucial, sendo o principal filtro que protege todo o mecanismo pneumático.
Para maior detalhamento, acesse nosso guia para medição de curso de atuadores pneumáticos.
Conclusão
Investir em atuadores de alta qualidade traduz-se em menor custo de manutenção e maior disponibilidade da frota. Ao unir materiais laudados, tecnologia de sensores de segurança e processos de fabricação controlados (100% testados contra vazamentos), a RGR entrega mais do que componentes: entrega confiança para o transporte de milhares de vidas diariamente.
